segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
”Age de tal maneira que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a preservação da vida humana genuína”. Hans Jonas
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princípio de responsabilidade
sábado, 20 de dezembro de 2008
Felicidade/Dinheiro
"É evidente que não é provável que a riqueza torne uma pessoa miserável. Mas o ponto capital dos argumentos de Epicuro é o de se tivermos dinheiro sem amigos, liberdade e uma vida analisada nunca seremos verdadeiramente felizes .
Parecemos, muitas vezes, doentes que ignoram a causa da doença. Para Epicuro a tarefa da filosofia era ajudar a interpretar os nossos sentimentos indistintos de angústia e desse modo salvar-nos de esquemas enganosos que nos prometem a felicidade.
A escola epicurista admitia tanto mulheres como homens e encorajava-os a estudarem e viverem o prazer em cojunto, ou seja a investigarem a racionalidade dos desejos. Depois desta análise racional concluiram que os ingredientes que tornam a nossa vida agradável e feliz , não eram dispendiosos: a liberdade , a amizade e o pensamento próprio. "
Excerto adaptado da obra de Alain Botton , O Consolo da Filosofia , Cap. II
Parecemos, muitas vezes, doentes que ignoram a causa da doença. Para Epicuro a tarefa da filosofia era ajudar a interpretar os nossos sentimentos indistintos de angústia e desse modo salvar-nos de esquemas enganosos que nos prometem a felicidade.
A escola epicurista admitia tanto mulheres como homens e encorajava-os a estudarem e viverem o prazer em cojunto, ou seja a investigarem a racionalidade dos desejos. Depois desta análise racional concluiram que os ingredientes que tornam a nossa vida agradável e feliz , não eram dispendiosos: a liberdade , a amizade e o pensamento próprio. "
Excerto adaptado da obra de Alain Botton , O Consolo da Filosofia , Cap. II
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Argumentação no filme Gattaca
No filme visionado na aula de Filosofia, “Gattaca”, é-se confrontado com múltiplos argumentos e ideais defendidos por dois tipos de argumentadores distintos: os que defendem a Reprodução Medicamente Assistida, o melhoramento da espécie através da manipulação genética; e os que defendem a Reprodução Natural. Estes dois tipos de argumentadores baseavam-se, respectivamente, nas seguintes frases, que foram mostrados no início do filme:
o “Creio, não só, que vamos interferir na natureza, como ela quer que o façamos.” – Willard Gayllin (argumento da ciência)
o “Atenta para a obra de Deus: Porque é que alguém poderá endireitar o que ele fez torto?” – Eclesiastes 7:13 (argumento da tradição)
A primeira tese remete-nos para argumentos como a (fraca) possibilidade de não ter problemas de saúde (como por exemplo problemas cardiovasculares, miopia, entre outros), eliminado deste modo qualquer imperfeição que pudesse existir no corpo humano. O objectivo será, portanto, criar seres humanos perfeitos, sem qualquer defeito, capazes de fazer evoluir a espécie.
No entanto, as garantias dadas, por exemplo, pelo geneticista do filme, aos pais de Anton, não eram 100% seguras, não se revelaram acertadas a 100%, uma vez que Anton mostraria, numa ocasião, ter menos capacidades físicas do que o seu debilitado irmão Vincent. E é este um dos contra-argumentos mais significativos em relação à RMA: houve omissão de informação relevante, que se prendia precisamente com a (mínima) percentagem de insucesso aquando da manipulação genética. Este é, ao mesmo tempo, um dos argumentos fortes que não justifica a verdade da conclusão:
Noventa e nove por cento dos indivíduos geneticamente manipulados são perfeitos.
Logo, todos os indivíduos geneticamente manipulados são perfeitos.
Ora, era este o raciocínio que vigorava na sociedade representada no filme. Contudo, ele é inválido: não se podem fazer generalizações quando a amostra omite informação relevante. A generalização deve ser rejeitada se já forem conhecidos contra-exemplos. E, de facto, o filme mostrou-nos isso: dois contra-exemplos. O de Irene, um ser humano fruto da RMA, e o de Vincent, fruto da Reprodução Natural. Isto mostra igualmente que, mesmo que se crie um ser humano à partida perfeito, isso não significa que, ao longo da sua vida, e com a evolução natural das células, o ser humano não contraia nenhuma doença ou que não lhe aconteça nada de mau (veja-se o caso de Jerome, por exemplo). E é exactamente este facto que, por si só, refuta as bases lógicas do conteúdo dos argumentos apresentados no filme, a favor da RMA. Verificou-se que, mesmo havendo uma percentagem mínima de “sucesso” nos seres humanos criados através da RN, e uma percentagem mínima de “insucesso” nos criados através da RMA, essa percentagem existia efectivamente, e não podia ser negligenciada, omitida, ignorada.
Conclui-se, deste modo, que, mesmo que haja uma possibilidade mínima de algo acontecer, isso pode efectivamente ocorrer. Daí não nos podermos basear “cegamente” numa tese. Viu-se que, numa primeira instância, os pais de Vincent confiaram em Deus, ou seja, adoptaram a Reprodução Natural, no nascimento de Vincent. Porém, numa segunda instância, os pais, agora conscientes do erro que tinham cometido ao escolherem a RN, optaram pela RMA aquando do nascimento do seu segundo filho, Anton. Verificou-se ao longo do filme, no entanto, que Vincent contrariou, positivamente, as expectativas definidas logo após o seu nascimento, nomeadamente a nível da esperança de vida. Por sua vez, Irene também contrariou as expectativas, mas negativamente.
André Pinto
Nº5 11ºE
No filme visionado na aula de Filosofia, “Gattaca”, é-se confrontado com múltiplos argumentos e ideais defendidos por dois tipos de argumentadores distintos: os que defendem a Reprodução Medicamente Assistida, o melhoramento da espécie através da manipulação genética; e os que defendem a Reprodução Natural. Estes dois tipos de argumentadores baseavam-se, respectivamente, nas seguintes frases, que foram mostrados no início do filme:
o “Creio, não só, que vamos interferir na natureza, como ela quer que o façamos.” – Willard Gayllin (argumento da ciência)
o “Atenta para a obra de Deus: Porque é que alguém poderá endireitar o que ele fez torto?” – Eclesiastes 7:13 (argumento da tradição)
A primeira tese remete-nos para argumentos como a (fraca) possibilidade de não ter problemas de saúde (como por exemplo problemas cardiovasculares, miopia, entre outros), eliminado deste modo qualquer imperfeição que pudesse existir no corpo humano. O objectivo será, portanto, criar seres humanos perfeitos, sem qualquer defeito, capazes de fazer evoluir a espécie.
No entanto, as garantias dadas, por exemplo, pelo geneticista do filme, aos pais de Anton, não eram 100% seguras, não se revelaram acertadas a 100%, uma vez que Anton mostraria, numa ocasião, ter menos capacidades físicas do que o seu debilitado irmão Vincent. E é este um dos contra-argumentos mais significativos em relação à RMA: houve omissão de informação relevante, que se prendia precisamente com a (mínima) percentagem de insucesso aquando da manipulação genética. Este é, ao mesmo tempo, um dos argumentos fortes que não justifica a verdade da conclusão:
Noventa e nove por cento dos indivíduos geneticamente manipulados são perfeitos.
Logo, todos os indivíduos geneticamente manipulados são perfeitos.
Ora, era este o raciocínio que vigorava na sociedade representada no filme. Contudo, ele é inválido: não se podem fazer generalizações quando a amostra omite informação relevante. A generalização deve ser rejeitada se já forem conhecidos contra-exemplos. E, de facto, o filme mostrou-nos isso: dois contra-exemplos. O de Irene, um ser humano fruto da RMA, e o de Vincent, fruto da Reprodução Natural. Isto mostra igualmente que, mesmo que se crie um ser humano à partida perfeito, isso não significa que, ao longo da sua vida, e com a evolução natural das células, o ser humano não contraia nenhuma doença ou que não lhe aconteça nada de mau (veja-se o caso de Jerome, por exemplo). E é exactamente este facto que, por si só, refuta as bases lógicas do conteúdo dos argumentos apresentados no filme, a favor da RMA. Verificou-se que, mesmo havendo uma percentagem mínima de “sucesso” nos seres humanos criados através da RN, e uma percentagem mínima de “insucesso” nos criados através da RMA, essa percentagem existia efectivamente, e não podia ser negligenciada, omitida, ignorada.
Conclui-se, deste modo, que, mesmo que haja uma possibilidade mínima de algo acontecer, isso pode efectivamente ocorrer. Daí não nos podermos basear “cegamente” numa tese. Viu-se que, numa primeira instância, os pais de Vincent confiaram em Deus, ou seja, adoptaram a Reprodução Natural, no nascimento de Vincent. Porém, numa segunda instância, os pais, agora conscientes do erro que tinham cometido ao escolherem a RN, optaram pela RMA aquando do nascimento do seu segundo filho, Anton. Verificou-se ao longo do filme, no entanto, que Vincent contrariou, positivamente, as expectativas definidas logo após o seu nascimento, nomeadamente a nível da esperança de vida. Por sua vez, Irene também contrariou as expectativas, mas negativamente.
André Pinto
Nº5 11ºE
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Amizade
“Amigo não é uma palavra, é algo mais que uma união”, amigo é aquele que quando chora sentimos automaticamente a sua dor e queremos chorar com ele, o mesmo que quando sorri, nos faz sorrir também, mesmo que estejamos chateados com alguma outra coisa. Amigo é “aquele que nos lê nos olhos o que nos vai no coração”. Amizade não se descreve em palavras, sente-se em cada momento, gesto, palavra, tempo e memórias que juntos são vividos, inesquecíveis por mais tempo que passe. Amigos são estrelas no universo a que chamamos “vida”, e amizade é a cor que pinta o nosso mundo, que faz o dia mais escuro parecer ensolarado, é ter sempre alguém que se assegura que o nosso sorriso jamais esmorecerá. Um amigo é aquele que nos conhece melhor que tudo, e consegue amar os nossos defeitos, e não criticá-los. É o maior tesouro que alguém pode ter, na amizade não importa nem o tempo nem a idade, pois com o passar do tempo a amizade fica mais forte, o importante é a intensidade dos momentos vividos. Amizade é não se sentir sozinho. Um amigo é mais do que um irmão, é uma pessoa que muda o nosso Mundo com a sua simplicidade e aceitação tal e qual como somos, não pelo que vestimos ou pelo que os outros nos pintam. Conheço muita gente, mas não são assim tantos aqueles a quem tenho o orgulho, felicidade e todo o prazer do Mundo em chamar-lhes de “amigos”, aqueles que não estão comigo não só nos momentos de brincadeira, mas também aqueles que estão sempre comigo, os quais sei que posso contar para desabafar, partilhar sonhos, medos, segredos, fraquezas que a mais ninguém confio, os que conhecem os meus altos e baixos. Amizade é transformar um sorriso numa conversa, é olhar um para o outro por horas e sentir que foi a melhor conversa que alguma vez tivemos. Amigo é aquele com quem nos podemos comportar como verdadeiros “idiotas” e, não importa a razão, é aquele que se rirá connosco e não de nós. Amigo é aquele a quem confiamos tudo e mais alguma coisa, não há uma única coisa no mundo que evitemos contar, porque num amigo verdadeiro sabemos que podemos confiar com todo o coração. Amigo é aquele que sempre nos ajuda mesmo quando tudo à nossa volta parece desabar. Aquele que está do nosso lado até ao final dos tempos, mandando todas as lágrimas embora sorri quando sorrimos e sente a dor que estamos a sentir. Um amigo pode não estar apto para nos erguer a cabeça mas pensará em todas as maneiras de não nos deixar cair. É aquele que apesar de ferido tem força para nos dar a mão. Enfim... Amizade é o início de um começo sem fim.Abril de 2008
# nêê..
Projecto interdisciplinar
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
As razões do projecto "O Jardim dos Filósofos"

Bem-vindos ao blog o Jardim dos Filósofos!
Este nosso projecto inspirou-se na comunidade epicurista grega, os chamados Filósofos do Jardim, fundada em 306 a. C., por Epicuro de Samos.
Identificamo-nos com os valores fundamentais defendidos por este filósofo e pelos seus seguidores, como Lucrécio: a liberdade, o pensamento próprio, a amizade e a felicidade. O espírito comunitário e a vontade de juntar mulheres e escravos, libertos por Epicuro, surpreendeu-nos pela completa inovação na Grécia Antiga.
O despojamento dos bens materiais, a procura da tranquilidade do corpo e o vegetarianismo despertaram, em nós, um sentimento de contra vaga do consumismo excessivo e sem sentido que se apoderou da nossa sociedade actual.
Criámos assim, na nossa escola, o Jardim dos Filósofos, para nele espraiar uma contra vaga de fundo.
Este nosso projecto inspirou-se na comunidade epicurista grega, os chamados Filósofos do Jardim, fundada em 306 a. C., por Epicuro de Samos.
Identificamo-nos com os valores fundamentais defendidos por este filósofo e pelos seus seguidores, como Lucrécio: a liberdade, o pensamento próprio, a amizade e a felicidade. O espírito comunitário e a vontade de juntar mulheres e escravos, libertos por Epicuro, surpreendeu-nos pela completa inovação na Grécia Antiga.
O despojamento dos bens materiais, a procura da tranquilidade do corpo e o vegetarianismo despertaram, em nós, um sentimento de contra vaga do consumismo excessivo e sem sentido que se apoderou da nossa sociedade actual.
Criámos assim, na nossa escola, o Jardim dos Filósofos, para nele espraiar uma contra vaga de fundo.
Um abraço,
Os alunos das turmas E, F, G e H do 11º ano,
da Escola Secundária/3 José Cardoso Pires.
Os alunos das turmas E, F, G e H do 11º ano,
da Escola Secundária/3 José Cardoso Pires.
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