quarta-feira, 15 de julho de 2009

Diálogo Filosófico

«O que queremos alcançar com a nossa vida?»

Alexandra: O que farias se como o pastor referido na República de Platão encontrasses um anel que te permitisse tornar invisível:
Continuarias a fazer o que está certo?
Aproveitarias a oportunidade para fazeres apenas o que te apetece no momento?
Aproveitarias a oportunidade para ganhares dinheiro?

António: Há razões para fazermos o que está certo, ou seja razões éticas, na medida em que se não reflectirmos, no que devemos fazer, nunca escolheremos a forma como queremos viver.

João: O que acontece no nosso mundo é que muitas pessoas são levadas a escolher o enriquecimento por acumulação infinita de dinheiro, ou mesmo o enriquecimento ilícito.

Laryssa: Aristóteles diria que estas pessoas acreditam que dinheiro é riqueza e confundem o meio com o fim e interrogava-se “Como pode algo ser riqueza se posso possui-lo em superabundância e, no entanto morrer de fome? “

Gonçalo: A acumulação do dinheiro, ou do lucro pelo lucro, sem outro objectivo, perde todo o sentido e conduz-nos a procurar, apenas, o interesse próprio.
Parece que estamos perdidos no mundo do lucro e que como indivíduos conscientes nada podemos fazer para encontrar um outro rumo para as nossas vidas.

Sara: De facto, não é assim!
Se analisarmos a ética não religiosa podemos encontrar uma resposta diferente para a procura do sentido da existência. As questões centrais da ética são as discriminações:
Quais as obrigações de todos nós no mundo rico, quando há pessoas a morrer lentamente à fome?

Inês: O que se pode fazer acerca do ódio racista, que impede as pessoas de viverem umas com as outras?

Raquel: O que podemos fazer para acabar com a violência doméstica e com todos os tipos de violência?

Solange: Teremos o direito de prender milhões de animais não humanos, tratando-os como meras coisas, só para satisfazer o nosso palato?

Hélder: Como podemos mudar o nosso comportamento, de forma a preservar o sistema ecológico do qual depende o planeta?

Bijal: Vamos procurar um fundamento, uma base mais sólida ou racional para a ética.
Vamos pensar e agir de acordo com um princípio universal um princípio que abranja todos os seres. Vamos diminuir a dor e o sofrimento, encontrem-se eles onde se encontrarem. Sabemos, por experiência própria, que quando a dor e o sofrimento são atrozes todos os outros valores ficam em segundo plano.

Solange: Se adoptarmos um ponto de vista do universo, poderemos reconhecer a urgência de fazermos alguma coisa relativamente à dor e ao sofrimento dos outros. Estaremos deste modo a agir mais racionalmente, ou a acrescentar razões objectivas, porque mais amplas e que dizem respeito a todos os seres do universo. Se pelo contrário agirmos apenas de acordo com a nossa razão subjectiva estaremos a ser menos racionais, pois, neste caso a nossa razão é tão só uma “pequena” razão.

André: Comparando a necessidade das pessoas que morrem à fome com o desejo de provar vinhos, este torna-se insignificante.
Analisando à luz do sofrimento de coelhos imobilizados em cujos olhos se deitam gotas de champô, o champô torna-se um objecto indigno.
A preservação de florestas seculares deveria sobrepor-se ao nosso desejo de usar papel de cozinha descartável.
A procura da harmonia deveria sobrepor-se a qualquer desejo de poder e de domínio sobre os outros.

Débora: Uma abordagem ética não proíbe a diversão, mas altera o nosso sentido das prioridades.
Todo o esforço utilizado para estarmos no centro das atenções, como vestir de acordo com a moda, ter o melhor carro, a melhor casa, torna-se desproporcionado para quem quer alterar a sua perspectiva de vida. Se dez por cento da população assumisse uma perspectiva conscientemente ética da vida e agisse de acordo com os princípios éticos que procurou, a alteração daí resultante seria mais significativa do que qualquer mudança de governo, pois não é do interesse dos políticos pôr em causa pressupostos fundamentais da sociedade que foram eleitos para chefiar.

Raquel: Temos de dar o primeiro passo. Temos de restaurar a ideia de viver uma vida ética como uma alternativa realista e viável, ao predomínio do interesse próprio, do egoísmo que actualmente se impõe.

Inês: Defenderemos novas causas e descobriremos que os nossos objectivos se alteram. Uma coisa é certa: encontraremos muitas coisas para fazer que valem a pena. Não nos aborreceremos, nem faltará sentido de realização nas nossas vidas.

Alexandra: O mais importante, saberemos que não vivemos e morremos para nada porque teremos passado a fazer parte da grande tradição daqueles (tal como os Filósofos do Jardim) que reagiram à quantidade de dor e sofrimento no universo tentando transformar o mundo num lugar melhor.

SINGER, Peter, Como Havemos de Viver?
Lisboa, Ed. Dinalivro, 2005, (Excertos adaptados)

Perspectiva aérea lateral do "Jardim de Filósofos"


Vista aérea do "Jardim de Filósofos"





Pormenor do estudo dos Azulejos


Vista Lateral do "Jardim dos Filósofos"



2º estudo toldos e protecção lateral


Vista lateral dos toldos


Projecto a 3D dos toldos "Jardim de Filósofos"


domingo, 12 de julho de 2009

Padrão Forma e Cores Definitivas


Inês Andrade

Padrão da Bijal


Padrão da Débora Duro


Padrão do Gonçalo


Padrão da Inês Andrade

estudo da cor 2
Estudo da cor 1

Estudo da forma


As razões da escolha dos símbolos para o padrão dos toldos do Jardim dos filósofos

As razões que me levaram a escolher os símbolos africanos foram predominantemente estéticas.
Ao analisar a ideia ou conceito associada a cada símbolo, verifiquei que apesar da minha escolha ter sido estética, o significado de cada um deles se enquadra em conceitos filosóficos a que dou bastante valor, e que são conceitos éticos fundamentais da filosofia epicurista, tais como:paz; harmonia; liberdade; e acima de tudo, amizade e união (o símbolo que mais usei):« Amigo não é uma palavra, é algo mais que uma união»Do texto: «Amizade» escrito por mim no âmbito do projecto "Jardim dos Filósofos".Fiquei surpreendida, visto que a minha escolha estética coincidia com o conceito ético a que atribuía mais valor.

Inês Andrade 11ºG

Tatuagens com símbolos Epicuristas

Cartaz Publicitário "Jardim dos Filósofos"

João Gonçalves 11º G
Helder Santana 11ºG

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Pintura da mesa epicurista




Epicuro procura a Felicidade pela Liberdade, Pensamento Próprio e Amizade

Pintura da Espiral interdisciplinaridade Filosofia e Desenho A




Espiral símbolo do equilíbrio entre espírito e corpo ou "ataraxia, conceito fundamental da filosofia epicurista.

Convívio "Jardim dos Filósofos"





























Convívio no "Jardim dos Filósofos"


Agradecimentos aos alunos do CEF Bar pelo excelente refresco.